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Vicariato
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(Reflexões e Orações para cada dia do mês) O justo é como uma videira plantada na vinha do Pai, cuidadosamente tratada. Cristo derrama sobre ela a doce chuva da graça divina para fazê-la dar frutos. O Senhor da vinha deu ordem a um de Seus servos para guardar a videira mantendo longe dela as bestas e os homens maus que poderiam desenterrar sua raiz ou até mesmo destruí-la. O servo que a guarda regularmente e com imenso prazer apresenta ao Senhor da vinha os frutos de Sua amada videira. A videira é aquele que batalha por uma vida de correção; os frutos são todas as manifestações de fé e amor, paciência e humildade, e toda boa-obra sincera. Tais obras e ações não perecem pois são imortais. Nosso anjo da guarda leva-as para o Céu e apresenta-as a Deus, colocando-as com as orações dos santos para que juntas se elevem a Deus como perfume de espiritual suavidade. Nosso anjo da guarda rejubila a cada boa-obra que fazemos com sinceridade, com pureza de coração, com amor. Estas obras renderão recompensa em dobro: nesta vida, concedendo a alegria de uma consciência em paz, e na próxima, onde teremos como recompensa glória e alegria especiais e a graça incessante. A importância da graça é muito maior do que pode conceber o entendimento humano. Como dizem os Santos Padres, de certa forma é fazer parte de Deus. Jesus Cristo nos concede a graça como uma fonte de água viva, que ao regar a alma, dá-lhe vida e a alimenta para a vida eterna. Por isto o Apóstolo nos diz que “é a vida eterna em Jesus Cristo”. A Graça é a união com Deus, alcançada unicamente pela fé. É a união verdadeira, através da qual também recebemos a recompensa por todas as boas-obras feitas por amor. Esta abençoada e gloriosíssima união é fortalecida por uma graça sempre crescente, que aumenta à medida em que a alma se torna cada vez mais forte e mais apta a carregála consigo. Bendito, cem vezes bendito, é o justo pois tem o selo da graça divina que dá ânimo à sua alma e ilumina suas obras! Porém, aquele cujo coração está sobrecarregado de pecados e paixões está morto, mesmo que pareça vivo, e todas as suas obras são mortas ainda que aos olhos do mundo pareçam brilhantes. Muitos cristãos ortodoxos são como a figueira brava: muito bela, coberta de lindas folhas, mas incapaz de dar frutos. São cristãos cuja fé não está viva, cujas obras não são sinceras nem são motivadas por uma amor genuíno. Ah, se eles ouvissem a voz de seus anjos da guarda e despertassem do torpor em que se encontram!... A hora da morte e do julgamento se aproxima. Junto ao teu anjo da guarda examina a qualidade da tua vida: tua fé, tuas obras, tuas orações, teus pecados. Procura no mais profundo de ti e observa em que condições encontram-se a tua paciência, o teu amor ao próximo, a tua honestidade. A cada boa-obra, examina os motivos que te levaram a faze-la: terá sido feita movida pelo amor ou terá sido pela vaidade? Limpaste o teu coração da infecção do amor por ti mesmo, ou ele infiltrou-se em tuas ações e desviou-te do reto caminho? Começa a trabalhar imediatamente na tua conversão pois o teu fim não está tão longe quanto pensas. Ora a teu anjo da guarda para que ele te ajude: “ Ensina-me, ó meu santo anjo, o caminho da pureza. Ajuda-me a corrigir-me a mim mesmo, as minhas obras e os meus motivos. Ajuda-me a realizar as minhas tarefas diárias com aquele espírito de fé e amor que dão beleza celestial à mais comum das tarefas. Concede-me que a minha vida inteira tenha o selo do amor e que seja dedicada inteiramente a Deus.”
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