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SUFRÁGIO PELOS FALECIDOS NA LITURGIA BIZANTINO-ESLAVA NOSSOS MORTOS VIVEM I
- FUNDAMENTOS CULTURAIS E BÍBLICOS Observa-se, nos dias de hoje, que os descendentes de imigrantes de países orientais que vivem no Ocidente, são propensos a perder as raízes da sua cultura, a começar pelo idioma e costumes religiosos. Trata-se de uma tendência natural de quaisquer grupos de imigrantes. No lar, aprenderam a comemorar seus falecidos e na igreja, quando a visitam, acendem velas diante do Calvário, em comemoração de seres queridos que faleceram. O restante: o simbolismo didático das cerimônias, o significado dos cânticos e preces apropriadas ao mistério da vida, morte e ressurreição, tudo começa a cair no desuso por causa da ausência dos pátrios costumes e tradições. No Ocidente, os finados são comemorados coletivamente uma vez ao ano, no dia 2 de novembro. No caso de falecimento, celebra-se o sétimo dia, às vezes o trigésimo dia e, dificilmente, as demais datas. Os cristãos orientais, que vivem em países ocidentais, por mais que desejem, não encontram o ambiente da comemoração dos falecidos na época da Grande Quaresma, na Páscoa e em dadas ocasiões durante o ano e, conseqüentemente, acabam se acomodando à data única ocidental. Este livro oferece a eles a oportunidade de reconhecer a religião dos pais e, aos ocidentais, a revelação de uma cultura teológica de grande significado sobre a vida que se estende depois da vida. Observa-se também, em nossos dias mais do que nunca, um grande interesse de cristãos não ortodoxos do Ocidente, em conhecer o Cristianismo oriental, para aprender as orações e praticar os usos litúrgicos, que são o louvor perfeito de Deus e, ao mesmo tempo, para aqueles que permanecem um pouco mais na terra, uma forma de catequese e reflexão teológica sobre a vida cristã do mundo material unida à vida do mundo sobrenatural. Este livro reúne ensinamentos e comentários sobre os tesouros das tradições religiosas cristãs orientais, preservadas da evolução intelectualista e de freqüentes inovações reformistas das culturas européias. E tradição religiosa aqui significa isto: conhecimento e prática dos ensinamentos do Evangelho, concretizados nos costumes e atos litúrgicos. O interesse em conhecer particularmente os ofícios de sufrágio pelos falecidos é altamente louvável, porque só se ama aquilo que se conhece e só se ama intensamente aquilo que se conhece bem. O conhecimento do ritual fúnebre do rito bizantino-eslavo aproximará os cristãos ocidentais das lições de vida espiritual que os Santos Padres da Igreja Oriental inculcaram com grande sabedoria nas comunidades cristãs.
O livro está dividido em duas partes. Na primeira, o leitor
reflete sobre o mistério da morte, sempre e só com
relação à vida e ressurreição,
simplesmente porque o Cristianismo não presta culto à
morte, mas à vida que vence a morte. Na segunda parte,
o leitor se familiariza com o rito da comemoração
dos finados na Igreja bizantino-eslava, podendo valer-se, tanto
da exposição da primeira parte, como dos textos
litúrgicos da segunda, para meditar nos tesouros inesgotáveis
que o Salvador Jesus Cristo põe todos os dias à
nossa disposição: "...segundo a riqueza da
graça, que Deus derramou profusamente entre nós...
" (Ef 1,7-8)
A Panikhida, ofício de sufrágio pelos falecidos,
recebe este nome do termo grego que significa etimologicamente
ofício celebrado durante toda a noite (pan-nix). Historicamente,
sabe-se que os primeiros cristãos, vigiados e perseguidos,
principalmente em Roma, e depois, em todo o Império Romano,
costumavam realizar o enterro de seus mortos durante a noite,
quando a comunidade tinha condições de celebrar
um culto noturno prolongado com a recitação de salmos
e orações especiais pelos falecidos e com reflexões
visando a fortalecer o espírito dos que deviam continuar
o combate espiritual dando testemunho da religião, mesmo
que tivessem que ser punidos com a morte, por praticarem uma religião
proibida. Outro nome grego deste Ofício é Parastás,
que significa intercessão. Tanto o termo Panikhida como
Parastás são traduzidos em português por Sufrágio
que na linguagem eclesiástica significa ato litúrgico
ou oração comunitária de intercessão
pelos falecidos. O Ofício da Panikhida ou Sufrágio
pelos Falecidos segue o esquema do Ofício de Matinas de
rito bizantino, principalmente do Sábado que, quando não
é festivo, é dedicado à comemoração
dos mortos. A Panikhida pode ser celebrada de duas formas: a completa,
mais solene, e a forma abreviada. A forma plena é reservada
a ocasiões especiais dos dias de finados designados como
universais e a forma abreviada é a que se usa em ocasiões
comuns, na igreja, nos cemitérios ou nos lares. Esta última
forma é mais comum, por motivos práticos, podendo
sempre, dentro do esquema original de Matinas, variar conforme
o costume particular de cada igreja, porém mantendo o esquema
original. É comum celebrar-se também simplesmente
uma fórmula mais abreviada, chamada "Litiá".
A tradução apresentada em português está
baseada no texto em idioma eslavo-eclesiástico dos manuais
de oração (Molitvoslov) editados na Rússia
para uso nas comunidades de rito bizantino-eslavo.1
Os cristãos de rito bizantino-eslavo comemoram os fiéis
defuntos de maneira geral e pública em três ocasiões
principais durante o ano, a saber, no Sábado que precede
o Domingo de Carnaval antes da Grande Quaresma (Sábado
de Comemoração Universal dos Pais2), no Sábado
que precede a festa da Santíssima Trindade ou Pentecostes3
(outra Comemoração Universal dos Pais) e no Sábado
dos Pais, ou de São Demétrio (antes de 26 de outubro).
Existem, pois, na Igreja Russa, três datas maiores de finados,
além de várias outras datas menores, como o segundo,
terceiro e quarto sábado da Grande Quaresma. Orar pelos
mortos e recordar, com respeito, a sua memória, não
é invenção dos gregos nem dos romanos pagãos
ou cristãos, mas um culto inspirado por Deus e ensinado
na Sagrada Escritura. No Livro dos Números, está
escrito a respeito da morte de Aarão: "... E ali,
no alto do monte, Aarão morreu. Quando Moisés e
Eleazar desceram do monte, a comunidade toda se deu conta de que
Aarão tinha morrido, e durante trinta dias toda a casa
de Israel o chorou” (Nm 20,28-29). No Livro do Deuteronômio,
também está escrito a respeito da morte de Moisés:
“E Moisés, o servo do Senhor, morreu ali, na terra
de Moab, conforme o Senhor havia dito. E ele [o Senhor] o enterrou
no vale, na terra de Moab, defronte de Bet-Fegor. Mas ninguém
até hoje sabe onde fica a sepultura. Ao morrer, Moisés
tinha cento e vinte anos. Sua vista não tinha enfraquecido,
nem seu vigor se tinha esmorecido. Os israelitas choraram Moisés
nas planícies de Moab durante trinta dias, até terminar
o luto” (Dt 34, 5-8). No Primeiro Livro de Samuel está
escrito também sobre a morte de Samuel: “Samuel morreu,
e todo o Israel reuniu-se para os funerais. Sepultaram-no em sua
casa em Ramá.” (I Sm 25,1). Existe ainda um testemunho
mais detalhado sobre a encomendação dos mortos no
Segundo Livro dos Macabeus. Embora os Livros dos Macabeus não
sejam aceitos universalmente como canônicos, o que neles
se descreve sobre os mortos justifica os hábitos cristãos.
Eis a passagem do capítulo 12: “Tendo depois reunido
seu exército, Judas chegou à cidade de Odolam. No
sétimo dia, purificaram-se conforme o costume e ali mesmo
celebraram o Sábado. No dia seguinte, como a tarefa era
urgente, os homens de Judas foram recolher os corpos dos que tinham
perecido na batalha, a fim de sepultá-los ao lado dos parentes,
nos túmulos de seus antepassados. Foi então que
encontraram, debaixo das roupas dos que tinham sucumbido, objetos
consagrados aos ídolos de Jâmnia, coisa que a Lei
proíbe aos judeus. Então ficou claro, para todos,
que foi por isso que eles morreram. Mas todos louvaram a maneira
de agir do Senhor, justo Juiz, que torna manifestas as coisas
escondidas. E puseram-se em oração, pedindo que
o pecado cometido fosse completamente cancelado. Quanto ao valente
Judas, exortou o povo a se conservar sem pecado, pois tinham visto
com os próprios olhos o que acontecera por causa do pecado
dos que haviam sido mortos. Depois, tendo organizado uma coleta
individual, que chegou a perto de duas mil dracmas de prata, enviou-as
a Jerusalém, a fim de que se oferecesse um sacrifício
pelo pecado: agiu assim, pensando muito bem e nobremente sobre
a ressurreição. De fato, se ele não tivesse
esperança na ressurreição dos que tinham
morrido na batalha, seria supérfluo e vão orar pelos
mortos. Mas, considerando que um ótimo dom da graça
de Deus está reservado para os que adormecem piedosamente
na morte, era santo e piedoso o seu modo de pensar. Eis porque
mandou fazer o sacrifício expiatório pelos falecidos,
a fim de que fossem absolvidos do seu pecado. (2Mc 12, 38-45). Fiéis a estas tradições e aos ensinamentos no Novo Testamento, os cristãos multiplicaram as ocasiões de orar de modo especial pelos falecidos. Além das três datas de comemoração universal dos antepassados, celebra-se também a Páscoa dos finados, a Rádonitsa, na Terça-feira depois do Segundo Domingo da Páscoa (Domingo do Apóstolo São Tomé). Nas igrejas de toda a Rússia, realizava-se nesse dia a cerimônia fúnebre pelos czares e suas famílias. Da mesma forma, em cada família eram comemorados os entes queridos que tinham adormecido na esperança da ressurreição. A exemplo do que se lê no Antigo Testamento, é de caráter nacional a comemoração dos falecidos no campo de batalha, considerados como heróis da Pátria e da religião, no chamado Sábado dos Pais ou de São Demétrio4 (desde a época do príncipe Dimitri Donskoi, comandante do exército dos principados russos confederados que venceu os mongóis, que tinham subjugado a Rússia durante duzentos anos). A comemoração comum dos falecidos é feita também semanalmente aos sábados. Além disto, em qualquer ocasião, durante a celebração dos ofícios litúrgicos, e ainda sempre, quando falece um membro da comunidade, principalmente no terceiro, nono e quadragésimo dia e no aniversário do falecimento, nenhum finado é esquecido. Nas igrejas, os paroquianos possuem a caderneta de comemoração, contendo os nomes dos vivos e dos mortos. As cadernetas e, na falta delas, as folhinhas de papel, com os nomes, são encaminhadas à mesa do altar, junto com prósforas (pães que serão bentos ao lado dos pães eucarísticos), para que o celebrante leia todos os nomes, no momento da comemoração dos falecidos. Nas grandes igrejas, esta função é demorada e pode prolongar-se por mais de uma hora. Não importa a demora: nenhum nome é omitido e as pessoas não se sentem enfadadas, visto que dentro da igreja, enquanto o leitor recita o Ofício das Horas, as pessoas entram, acendem velas, visitam os ícones, saúdam os conhecidos e os seus santos protetores, em um movimento contínuo. Segundo os cânones do rito bizantino, o luto ou comemoração dos falecidos tem três momentos característicos no terceiro, nono e quadragésimo dia. A Igreja explica estes três diferentes momentos do luto cristão recorrendo a uma forma literária legendária e singela. A narrativa antiga diz que São Macário de Alexandria (falecido em 394 ou 396), perguntou ao Anjo que o guiava, qual a explicação do costume cristão de celebrar os fiéis defuntos no terceiro, nono e quadragésimo dia. A resposta do Anjo foi que o terceiro dia recorda o mistério da Santíssima Trindade e a ressurreição de Cristo três dias após a morte na Cruz, penhor de nossa futura ressurreição. A celebração do nono dia exprime o desejo de que os falecidos sejam unidos aos nove coros angélicos na bem-aventurança eterna. A comemoração do quadragésimo dia lembra os quarenta dias da presença constante de Jesus entre os seus escolhidos até o momento da Ascensão à glória. A estes três momentos, acrescenta-se ainda o onomástico do falecido e o aniversário do falecimento que, apesar de toda a dor e saudade, é uma data em que os parentes e amigos se reúnem, como nos outros momentos, em sagrado convívio ou ágape, em que se serve aos presentes, o alimento próprio da ocasião, o kólivo ou kutiá, trigo cozido ou arroz-doce com passas e mel, que simbolizam a doçura da vida e felicidade celestial prometida aos que se esforçam para cumprir a lei de Deus. Este costume de comemoração de caráter social que São Macário de Alexandria menciona como recebido dos antigos padres, já é conhecido no século VII. O costume que se propagou no catolicismo ocidental, de celebrar o sétimo dia, o trigésimo dia e o aniversário de morte, mencionado no Sacramentário do Papa Gelásio (falecido em 496), também tem a sua origem na Igreja Oriental, como revela o santo monge poeta Efrém, o Sírio, ao recordar que este uso tem fundamento na Bíblia, em que está escrito: Chora sobre o morto, porque lhe faltou luz... Sobre o morto, chora um pouco, porque descansou... O luto por um morto dura sete dias (Eclo 22, 10-13). Uma passagem do Gênesis diz: Quando chegaram à eira de debulhar o trigo, em Atad, do outro lado do Jordão, organizaram ali um grande e solene funeral, e José fez um luto de sete dias pelo pai. (Gn 50, 10). A comemoração do trigésimo dia baseia-se nas já citadas passagens sobre a morte de Aarão (Nm 20, 29) e de Moisés (Dt 34,8) onde se lê que a morte deles foi chorada com um luto de 30 dias. Convém notar que, tanto uma, quanto outra tradição se encontra e se harmoniza no sentido cristão de realizar atos oficiais da Igreja, de devoção e preces pelos falecidos e, ao mesmo tempo, por todos os viventes para que estejam cientes de que um dia a sorte do falecimento lhes tocará inexoravelmente. Nos diversos ritos orientais, como também no rito latino, o cerimonial de exéquias solenes do mesmo modo que a breve oração de encomendação de um falecido é dever e obrigação indispensável para com os falecidos. Desde as últimas décadas do século XX, graças a uma aproximação cada vez maior entre cristãos ocidentais e cristãos orientais, o ritual latino tem assimilado valiosas contribuições da liturgia bizantina, principalmente no que respeita o culto em sufrágio dos falecidos. Não se preconiza, em absoluto, que se misturem ritos ou que um determinado rito adote, a seu modo, fórmulas rituais de outro rito. Isto nunca deve ser feito, mas é louvável, dento do próprio rito, dar lugar à recitação de cânticos e adoção de costumes dos ritos irmãos que possam enriquecer a vida espiritual. O rito latino pode ser enriquecido com a recitação dos responsórios (stikhiras) de São João Damasceno e dos cânticos do cânon litúrgico de São Teófanes, principalmente nos dias de hoje, quando terminados os pêsames da missa de sétimo dia, dá-se por encerrada a obrigação de orar pelos falecidos. Convém considerar que tudo o que é bom está acima dos ritos e pode enriquecer a todos e cada um. Mesmo fora da esfera dos rituais de sufrágio pelos mortos, tem havido, nessas últimas décadas, um enriquecimento mútuo de ritos ocidentais e orientais, devido à formação recente de ritos locais no Cristianismo ocidental. Existem comunidades católicas que adotam os tradicionais hinos akátistos, da mesma forma que a própria Igreja Ortodoxa Russa adota devoções ocidentais, como a ladainha de Nossa Senhora, que se recita como qualquer cântico de louvores (íkos) dos hinos akátistos. As próprias correntes de espiritualidade das diversas igrejas orientais e ocidentais, estão fora e acima de meras divergências culturais e rituais, como atesta o típico exemplo da Oração de Jesus, que nos dias de hoje se propaga por todo o mundo cristão. Supra-ritual é, por exemplo, a breve antífona mariana, conhecida no Ocidente como Sub tuum praesidium (à vossa proteção acorremos, Virgem santa, Mãe de Deus), recitada com emocionante consolação no final do Ofício de Vésperas pelos fiéis da Igreja russa, sendo, muito embora, uma recitação extra-litúrgica. Constata-se, com freqüência, que muitos líderes de comunidades religiosas se entristecem e se constrangem ao saber que membros fiéis de suas igrejas acorrem a núcleos e centros religiosos, onde podem invocar e conversar com os seus mortos. Convém esclarecer que os ritos fúnebres da Igreja nada têm a ver com formas de invocação e visão de almas de falecidos. Alguns cristãos ficam atônitos, quando alguém lhes mostra que uma tal corrente de espiritualidade possui uma filosofia sobre a morte e o além que inculca nas pessoas a aceitação e resignação total diante do mistério da morte, com a firme convicção de que a morte é a travessia de uma ponte e que o desespero e tristeza inconsolável com emoções incontroláveis, é uma atitude imprópria para a dignidade do ser humano. É oportuno afirmar que esta atitude é genuinamente cristã e coincide plenamente com os ensinamentos e tradições milenares do Cristianismo. A dor inconsolável, o pranto e amargura que se sente ao perder um ente querido é nobre sentimento cristão; o que é condenável é o desconhecimento e até a repulsa e negação da doutrina cristã a respeito deste tema de vida e morte, morte e ressurreição. As tradições cristãs explicadas neste livro poderão ajudar as pessoas de bem a preencherem uma lacuna, muitas vezes existentes nas comunidades cristãs devido à ausência da catequese. As grandes editoras cristãs publicam obras modernas sobre a ciência da religião, a ambigüidade da Cruz, o Jesus histórico, a morte de Deus, desmitificação, enquanto os meios de comunicação poderosos alcançam a mais humilde casa da periferia das cidades, para mostrar, em novelas e programas campeões de audiência, cenas de ridicularização dos sacramentos do batismo, casamento, eucaristia, ordem e, principalmente do sacramento do matrimônio e da reconciliação. Todos os manuais e bíblias de uma editora evangélica se evaporam e se tornam nulidade diante de uma cena de novela zombando de um ministro religioso. Voltando ao tema do enfoque da morte, a atitude de fé e esperança inculcada por correntes espirituais alheias ao dogma cristão – convém repetir – têm o selo de identificação do Cristianismo. Não é conveniente entristecer-se, atormentar-se e se queixar de eventuais desvios do culto tradicional das igrejas cristãs. O que fez o Cristianismo diante das práticas pagãs? Assimilou tudo o que era bom e coerente com o dogma, confiando às comunidades religiosas o múnus de refletir e pôr em prática os meios de evangelização apropriados para homologar o que era aceitável e descartar o que não se enquadrava nos parâmetros da sã doutrina.
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