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Vicariato
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CAPÍTULO XV 2Pois é dito em algum lugar: "Este povo me honra com os lábios, mas seu coração está longe de mim". 3E novamente: "Abençoavam com a boca, mas amaldiçoavam com o coração". 4E novamente: "Amavam-no com os lábios, mas mentiam-lhe com a língua; o coração não era sincero para com Ele, nem se mantinham fiéis à sua aliança. 5Por isso, tornem-se mudos os lábios ímpios que proferem maldades contra os justos". E ainda: "Que o Senhor extermine todos os lábios ímpios, a língua arrogante e todos os que dizem: 'Engrandecemos a nossa língua, em nossos lábios estão o poder! Quem é o nosso Senhor? '. 6Por causa da miséria dos pobres e dos gemidos dos desamparados, levantar-me-ei agora - diz o Senhor - e os colocarei a salvo. 7Julgarei seu caso com isenção". CAPÍTULO XVI 2O cetro da majestade de Deus, nosso Senhor Jesus Cristo, não veio com ares de arrogância e orgulho, muito embora assim pudesse ter feito, mas com humildade, como, sobre ele, o Espírito Santo anunciou. Pois disse: 3"Senhor, quem deu crédito à nossa palavra? A quem se revelou o braço do Senhor? Nós anunciamos na presença Dele: Ele é como o escravo, como a raiz numa terra sedenta! Não possui beleza, nem brilho. Nós o vimos: não tinha beleza, nem aparência agradável. Ao invés, sua beleza era desprezível e perdia para a beleza dos homens. Um homem açoitado, trabalhado e acostumado a sofrer fraquezas; menosprezado, afastou o rosto e não contou para nada. 4Ele carrega nossos pecados e sofre por nós. Vimos nele um homem atormentado, açoitado e humilhado. 5Foi coberto de chagas por causa de nossos pecados; tornou-se debilitado por causa de nossos crimes; o castigo que nos educa para a paz caiu sobre ele e nós fomos curados, graças às suas chagas. 6Todos, como ovelhas, andávamos desviados; o homem havia se desviado de sua rota. 7O Senhor o entregou em resgate por nossos pecados e ele não abriu a boca diante dos maus tratos. Como cordeiro, foi conduzido ao matadouro e, como ovelha, na frente do tosquiador permaneceu calado, sem abrir a boca. Na humilhação foi levantada sua condenação. 8Quem pregava sua geração já que sua vida será tirada da terra? 9Por causa das iniquidades do meu povo, ele será levado à morte. 10E Eu entregarei os ímpios como reféns de sua sepultura e os ricos em troca da sua morte, pois não cometeu mal algum, nem culpa foi encontrada em sua boca. Mas o Senhor quer purificá-lo de suas feridas. 11Se oferecerdes um sacrifício por vosso pecado, vossa alma verá descêndência pela longa vida. 12O Senhor quer arrancar o tormento de sua alma, mostrar-lhe a luz e formá-lo na consciência, justificando o justo que bem serviu a muitos; ele próprio tomará sobre si os pecados deles. 13Por isso terá multidões como herança e distribuirá os troféus dos poderosos pelo fato de sua alma ser entregue à morte e ele ter sido contado entre os ímpios. 14E ele próprio suportou os pecados de muitos e se entregou pelos pecados deles". 15Ele próprio ainda diz: "Eu, porém, não sou mais que um verme, não sou homem, mas último entre os homens e escória do povo. 16Todos os que me viram, zombaram de mim, murmuraram com os lábios e moveram a cabeça em sinal de negação. Confiou no Senhor, que o livre; se o quiser bem, que o salve". 17Vede, amados, que exemplo nos foi dado! Se o Senhor assim se humilhou, o que faremos nós que chegamos, por Ele, ao jugo de sua graça? CAPÍTULO XVII 2Abraão recebeu magnífico testemunho, sendo proclamado 'amigo de Deus'. Mesmo assim, contemplando a glória de Deus, confessou em sua humildade: "Eu, por mim, sou terra e cinza". 3Também sobre Jó se escreveu desta forma: "Jó, porém, era justo e irrepreensível; verdadeiro, temente a Deus e afastado de todo o mal". 4Apesar disso, ele próprio se acusa, dizendo: "Ninguém é isento de impureza, mesmo que sua vida se resumisse a um só dia". 5Moisés foi chamado de 'fiel servidor em toda a casa de Deus' e através de seu ministério, Deus castigou o Egito com pragas e sofrimentos. Contudo, mesmo sendo tão magnificamente exaltado, não se excedeu em palavras grandiloqüentes, mas, ao revelar-lhe o oráculo da sarça, falou apenas: "Quem sou eu para me enviares? Tenho a voz fraca e dificuldade para falar". 6E novamente assim fala: "Não passo de vapor que sai da panela quente". CAPÍTULO XVIII 2Mas também ele falou para Deus: "Tende piedade de mim, ó Deus, segundo a tua grande piedade e, segundo a tua grande misericórdia, apaga o meu pecado. 3Lava-me sempre mais de minha iniquidade e purifica-me do meu pecado, pois reconheço a minha injustiça e o meu pecado está sempre diante de mim. 4Pequei somente contra ti e pratiquei o que é mau perante os Vossos olhos; para que estejas justificado em tuas palavras e venças, se te julgarem. 5Eis que fui concebido na iniquidade e no pecado minha mãe me carregou em seu seio. 6Eis que amaste a verdade e me revelaste os obscuros mistérios da tua sabedoria. 7Hás de me aspergir com hissopo e serei purificado; hás de me lavar e tornar-me-ei mais branco do que a neve. 8Hás de fazer-me ouvir o som da alegria e da festa e os ossos humilhados se rejubilarão. 9Afasta o rosto de meus pecados e apaga todas as minhas iniqüidades. 10Cria um coração puro em mim, ó Deus, e forma um espírito firme em meu peito. 11Não me afastes de tua presença e não retires de mim teu santo espírito. 12Restitui-me a alegria da tua salvação e confirma-me com um espírito magnâmico. 13Ensinarei teu caminho aos pecadores e os ímpios hão de converter-se para ti. 14Livra-me de ações sanguinárias, ó Deus, Deus de minha salvação. 15Minha língua exaltará a tua justiça. Senhor, hás de me abrir a boca e meus lábios proclamarão o teu louvor. 16Se tivesses desejado um sacrifício, te-lo-ia oferecido, porém, não te agradas com holocaustos. 17Para Deus, sacrifício é o espírito arrependido. Deus não desprezará um coração contrito e humilhado". CAPÍTULO XIX 2Assim, após participarmos de muitas grandes e gloriosas ações, corramos para a meta de paz que nos foi proposta desde o início. Fixemos o nosso olhar sobre o Pai e Criador de todo o mundo e agarremo-nos aos seus magníficos e excelsos dons de paz e benefícios. 3Olhemos para Ele em espírito e consideremos com os olhos da alma sua generosa vontade. Reconheçamos o quanto é indulgente para com toda a sua criação. CAPÍTULO XX 2O dia e a noite percorrem o caminho por Ele demarcado, sem jamais se impedirem mutuamente. 3Sol, lua e demais astros giram conforme Sua determinação, em harmonia e sem desvio algum pelas órbitas prescritas a cada um deles. 4A terra, submissa à Sua vontade, fecunda nas estações próprias e provém sustento aos homens, animais e todos os seres vivos, sem se rebelar nem se afastar da ordem por Ele desejada. 5As profundezas insondáveis dos abismos e os subterrâneos inexplorados se mantêm conforme as Suas leis. 6O mar imenso, encerrado dentro da bacia que o contém, não ultrapassa os limites a ele imposto mas, assim como lhe foi ordenado, o obedece. 7Pois foi Ele quem disse: "Até aqui chegarás e tuas ondas se quebrarão em ti mesmo". 8O oceano, intransponível aos homens, bem como os mundos atrás dele, ordenam-se pelas mesmas leis do Senhor. 9As estações da primavera, verão, outono e inverno se sucedem umas às outras em paz. 10A força dos ventos cumpre, por sua vez, o serviço dele sem se desfalecer; as fontes perenes, criadas para gôzo e saúde, oferecem os peitos - sem interrupção - para dar vida aos homens. Até os animais mais pequeninos fazem suas reuniões dentro da paz e harmonia. 11O grande Criador e Senhor de tudo ordenou todas essas coisas para que existissem em paz e concórdia, já que deseja o bem de todas as criaturas, mostrando-se generoso demais em relação a nós que nos refugiamos em sua misericórdia por nosso Senhor Jesus Cristo. 12A Ele glória e majestade pelos séculos dos séculos. Amém. CAPÍTULO XXI 2pois está dito em alguma parte: "O Espírito do Senhor é uma lanterna que penetra até o fundo do coração". 3Consideremos o quanto está próximo, de forma que nada do que pensamos, nada do que calculamos permanece-Lhe oculto. 4Assim, é justo que não nos afastemos da Sua vontade. 5Devemos preferir chocar homens tolos e insensatos, exaltados e cheios da arrogância de seus discursos, do que a Deus. 6Reverenciemos o Senhor Jesus, cujo sangue foi derramado por nós. Respeitemos nossos chefes. Honremos os anciãos. Eduquemos os jovens a temerem a Deus. Guiemos nossas mulheres para o bem. 7Que elas manifestem o desejo da pureza, a pura intenção na suavidade. Que, pelo silêncio, demonstrem a moderação de sua linguagem. Que o amor não fique dependente das inclinações, mas que seja praticado de modo santo e igual entre todos aqueles que temem a Deus. 8Que nossos filhos participem da educação em Cristo, aprendendo o quanto pode a humildade perante Deus, o quanto o amor consegue perante Deus, o quanto o temor Dele é bom e excelso, salvando a todos os que nele vivem santamente em pura intenção. 9É Ele que investiga nossos pensamentos e desejos. É o sopro Dele que está presente em nós e que pode ser retirado por Ele quando quiser. CAPÍTULO XXII 2Quem é o homem que quer vida e aprecia ver dias bons? 3Guarda tua língua do mal e teus lábios da traição. 4Afasta-te do mal e faze o bem. 5Procura e persegue a paz. 6Os olhos do Senhor estão voltados para os justos e seus ouvidos para as suas súplicas. Mas a face do Senhor se volta contra os que praticam o mal, destruindo a memória deles sobre a terra. 7O justo clama e o Senhor o atende, livrando-o de todas as tribulações. 8Muitos são os flagelos do pecador, já a misericórdia cerca os que esperam no Senhor. CAPÍTULO XXIII 2Não hesitemos por causa disso, nem se orgulhe nossa alma por causa dos Seus dons ricos e magníficos. 3Que nunca se aplique a nós a passagem da Escritura que diz: "Infelizes os que hesitam no coração e desconfiam na alma; aqueles que dizem: 'Tais promessas já escutamos na época de nossos pais e eis que envelhecemos e nada disso aconteceu'. 4Ó insensatos, comparai-vos à uma árvore; reparai na videira que, primeiro perde as folhas e então brota, a seguir vêm a folha, então a flor e, depois disso, a uva verde é seguida da uva madura". Considerai como, em pouco tempo, o fruto da árvore se torna maduro. 5É bem assim que a vontade de Deus se cumpre, em ritmo veloz e inesperado, como a própria Escritura nos atesta: "Virá logo e não tardará. Subitamente o Senhor entrará no seu santuário, o Santo a quem esperais". CAPÍTULO XXIV 2Amados, vejamos como se dá a ressurreição a seu tempo. 3O dia e a noite nos manifestam a ressurreição: dorme a noite, ressuscita o dia; o dia se retira, chega a noite. 4Exemplifiquemos com os frutos da terra: como e de que modo faz-se a semeadura? 5O semeador sai e espalha, semente por semente, pela terra lavrada, que caem secas e nuas sobre a terra e aí se desfazem; desta decomposição, a grandiosa providência do Senhor as ressuscita, de forma que, de uma, aumentam para muitas e produzem fruto. CAPÍTULO XXV 2Aí existe um pássaro chamado fênix, único na espécie e que vive quinhentos anos. Quando está para morrer, ergue seu próprio sepulcro usando incenso, mirra e outras plantas aromáticas e, ao completar seu tempo, aí se introduz e morre. 3De sua carne em decomposição nasce uma larva que se alimenta da matéria putrefata do animal morto e cria asas; quando se torna forte, levanta o sepulcro onde se encontram os restos de seu ancestral e carrega-o, voando da terra da Arábia até a cidade do Egito chamada Heliópolis. 4E, em plena luz do dia, aos olhos de todos, transporta e depõe aqueles restos sobre o altar do sol; a seguir, retoma o vôo de volta. 5Então os sacerdotes examinam os calendários e percebem que ele chegou ao se completarem quinhentos anos. CAPÍTULO XXVI 2Lê-se em alguma parte: "Hás de me ressuscitar e eu te louvarei". E: "Deitei-me e adormeci; levantei-me porque tu estás comigo". 3E Jó adverte novamente: "Ressuscitarás minha carne que suportou todo esse sofrimento". CAPÍTULO XXVII 2Aquele que proibiu a mentira, tampouco haverá de mentir, pois nada junto a Deus é impossível, exceto a mentira. 3Portanto, que se acenda novamente dentro de nós a fé Nele e reconheçamos que todas as coisas estão próximas Dele. 4Com apenas uma palavra de sua grandeza, estabeleceu tudo e, com uma só palavra, pode destruir tudo. 5Quem diria a Ele: "O que fizeste?", e quem resistiria à força do seu poder? Fará tudo quando e como quiser. Nada das coisas que ordenou haverá de passar. 6Tudo está diante de Seus olhos, nada escapa de Sua determinação. 7Os céus anunciam a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra de Suas mãos. O dia comunica a façanha ao dia, a noite transmite seu conhecimento à noite. Não há palavras nem discursos em que suas vozes não são ouvidas. CAPÍTULO XXVIII 2Para onde poderia algum de nós fugir de Sua mão forte? Qual mundo receberia alguém que desertou Dele? Pois, em algum lugar, diz a Escritura: 3Para onde fugirei e onde me esconderei de Tua face? Se subir ao céu, lá estás. Se me retiro para as extremidades da terra, lá está a tua direita. Se me atiro nos abismos, lá está o Teu Espírito. 4Portanto, para onde poderia alguém ir para escapar Daquele que tudo envolve?. CAPÍTULO XXIX 2Porque assim está escrito: "Quando o Altíssimo distribuiu a herança aos povos, na hora de disseminar os filhos de Adão, definiu territórios para os povos conforme a multidão dos anjos de Deus. Tornou-se herança do Senhor o povo de Jacó e sua partilha foi Israel". 3E em outra parte se diz: "Eis que o Senhor toma para si um povo no meio dos povos, assim como um homem toma as primícias de sua eira, e deste povo há de proceder o Santo dos santos". CAPÍTULO XXX 2Pois Deus, como se lê, resiste aos soberbos, porém, concede graça aos humildes. 3Portanto, unamo-nos àqueles a quem Deus concede a graça. Revistamo-nos de concórdia, sejamos continentes humildes, mantendo-nos afastados de toda murmuração e calúnia, justificando-nos mais pelas obras do que pelas palavras. 4Pois assim se diz: "Quem muito fala, terá resposta. Qual homem eloqüente imaginaria que isso fosse justo?" 5Bem-aventurado o homem, nascido de mulher, que vive pouco. Não te tornes pródigo em palavras. 6Venha nosso louvor de Deus e não de nós. Deus odeia aquele que louva a si próprio. 7O testemunho de nossas boas ações seja dado pelos outros, como assim também aconteceu com nossos pais, que foram justos. 8A arrogância, a presunção e a audácia se assentam sobre aqueles que foram malditos por Deus. A discrição, a humildade e a mansidão habitam junto daqueles que foram abençoados por Deus. CAPÍTULO XXXI 2Por que nosso pai Abraão foi abençoado? Não seria porque ele praticou a justiça e a verdade pela fé? 3Isaac, conhecendo o porvir e cheio de confiança, deixou-se levar alegremente ao sacrifício. 4Jacó, humildemente, abandonou a terra por causa de seu irmão e foi para junto de Labão, vivendo ali como seu servo, recebendo os doze cetros de Israel. CAPÍTULO XXXII 2É dele que procederão todos os sacerdotes e levitas que servirão ao altar de Deus. Dele [procede] o Senhor Jesus, segundo a carne. Dele [procede], através de Judas, os reis, príncipes e chefes. Por sua vez, os outros cetros de Jacó também gozarão de não pouca honra, uma vez que Deus anunciou: "Tua descendência será numerosa como as estrelas do céu". 3Assim, todos atingiram à glória e à grandeza, não por si mesmos, nem por suas obras ou pela justiça praticada, mas por vontade Dele. 4Também igualmente entre nós, que fomos chamados por Sua vontade em Cristo Jesus, já que não nos justificamos a nós mesmos, nem por nossa sabedoria ou inteligência, ou pela piedade ou obras que tenhamos praticado na santidade do coração, mas através da fé, pela qual o Deus todo-poderoso justificou a todos desde sempre: a Ele, a glória pelos séculos dos séculos. Amém. CAPÍTULO XXXIII 2já que o próprio Criador e Senhor de tudo se regozija de suas obras. 3Foi Ele que firmou os céus com poder soberano e os ornamentou com inesgotável sabedoria. Separou, também, a terra da água que a cerca, assentando-a sobre a firmeza de Sua própria vontade. Aos animais que povoam [a terra], chamou-os à existência por sua ordem. Ele fez o mar e os seres que nele habitam, encerrando-os aí com seu poder. 4Além disso tudo, com Suas mãos santas e puras, Ele modelou a mais excelente, a maior de Suas obras: o homem. E imprimiu nele os traços de Sua própria imagem, 5pois assim falou Deus: "Façamos o homem à nossa imagem e semelhança. E Deus criou o homem; varão e mulher os criou". 6E, enfim, quando terminou todas essas obras, achou-as boas, abençoou-as e lhes disse: "Crescei e multiplicai-vos". 7Reparemos que todos os justos ornamentaram-se de boas obras e também o próprio Senhor teve prazer em ornar-se com boas obras. 8Já que temos tal exemplo, submetemo-nos sem demora à sua vontade e, com todas as forças, pratiquemos as obras da justiça. CAPÍTULO XXXIV 2Portanto, é necessário que estejamos dispostos a executar as boas obras, já que elas derivam Dele. 3E foi assim que nos preveniu: "Eis o Senhor! Sua recompensa está diante Dele, para retribuir a cada um conforme suas obras". 4Assim nos exorta a confiarmos Nele de todo o coração, para que não sejamos preguiçosos nem indolentes para nenhuma boa obra. 5Nossa glória e segurança estão Nele! Submetamo-nos à sua vontade! Pensemos no grande número de anjos que estão prontos para servirem à Sua vontade. 6Assim diz a Escritura: "Milhares e milhares estavam diante dele e centenas de milhares o serviam e clamavam: 'Santo, Santo, Santo é o Senhor dos exércitos. Toda a criação está cheia de sua glória'". 7Também nós, reunidos harmoniosamente com a mesma finalidade, conscientes de nosso dever, clamamos a ele sem nos cansarmos, numa só voz, para nos tornarmos participantes das Suas grandiosas e magníficas promessas, 8pois é Ele quem diz: "Nenhum olho viu, nenhum ouvido escutou e nenhum coração humano penetrou o que Deus de grande preparou para os que Nele confiam." CAPÍTULO XXXV 2Vida em imortalidade, esplendor em justiça, verdade em liberdade, fé em confiança, continência em santidade... e tudo isso chegou ao nosso conhecimento. 3Então, o que não há de estar preparado para os que nele aguardam? O Criador e Pai dos séculos, o próprio Santíssimo conhece a grandeza e a beleza de seus dons. 4Lutemos, assim, para sermos contados no número dos que Nele esperam, para nos tornarmos participantes de Seus dons prometidos. 5Porém, como dar-se-á isso, amados? Fixando nossa mente com confiança em Deus, procurando o que Lhe é agradável e aceito, cumprindo o que convém à Sua santa vontade, seguindo o caminho da verdade, afastando de nós toda injustiça, maldade, ambição, dissensões, malignidade, dolos, murmurações, difamações, recusas de Deus, soberba, jactância, vaidade e falta de hospitalidade. 6Os praticantes de tais obras são réus do ódio de Deus, [mas] não apenas os que as praticam, como também quem as aprovam. 7Assim diz a Escritura: "Porém Deus disse ao pecador: 'Para que explicas os meus mandamentos e pronuncias sobre a minha aliança? 8Detestaste a disciplina e abandonaste minhas palavras. Quando vias um ladrão, corrias com ele; combináveis com os adúlteros. Tua boca estava cheia de malícia e tua língua provocava enganos. Tranqüilamente difamavas teu irmão e entregavas ao escândalo o filho de tua mãe. 9Era o que fazias enquanto Eu me calava. Impiamente supunhas que Sou semelhante a ti. 10Hei de confundir e obrigar-te a ver-te de frente. 11Compreendei, afinal, estas coisas, vós que esqueceis de Deus, para que não vos arrebate como um leão e já não se encontre quem vos liberte. 12Um sacrifício de louvor há de Me glorificar e aí está o caminho no qual lhe mostrarei a salvação de Deus'". CAPÍTULO XXXVI 2Por ele, olhamos para o alto dos céus. Através dele, descobrimos a face imaculada e soberana de Deus. Através dele, abriram-se os olhos do nosso coração. Através dele, nossa inteligência obtusa e obscura se abre ao encontro da luz. Através dele, o Senhor quis que saboreássemos do conhecimento imortal. Sendo Ele o esplendor de Sua grandeza, é tanto maior que os anjos, tendo recebido em herança um nome superior ao deles. 3Pois assim está escrito: "Aquele que fez os ventos serem seus anjos e as chamas do fogo serem seus servos". 4Assim falou o Senhor a respeito de seu Filho: "Meu Filho és tu. Hoje Eu te gerei: pede-Me e Eu te darei as nações como herança e os confins da terra como possessão". 5E outra vez Lhe diz: "Senta-te à minha direita, até que ponha teus inimigos como escabelo de teus pés". 6Quem seriam estes inimigos? [Certamente,] os maus e os que se opõem à Sua vontade. CAPÍTULO XXXVII 2Observemos nos soldados que servem sob as bandeiras dos nossos imperadores, como cumprem as ordens com disciplina, prontidão e submissão. 3Nem todos são comandantes, nem todos são chefes de mil, nem chefes de cem, nem chefes de cinqüenta e assim por diante, mas cada qual cumpre, em seu próprio posto, as ordens emanadas pelo chefe supremo e demais autoridades. 4Os grandes nada podem sem os pequenos e os pequenos nada podem sem os grandes. Em tudo existe alguma mistura e aí está a vantagem. 5Exemplifiquemos com o nosso corpo: a cabeça sem os pés nada é; nem, tampouco, os pés sem a cabeça. Até os menores membros do corpo são úteis e necessários ao resto do corpo. Todos convivem e atuam em submissão unânime para salvarem todo o corpo.
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