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   A Semana Santa: Comentários litúrgicos
O Mistério Pascal de Alexander Schmémann e Olivier Clement

Sábado de Lázaro:

Ressuscitando Lázaro, Cristo confirmou a verdade da Ressurreição Universal! Pela ressurreição de Lázaro a morte começa a tremer, um duelo entre a vida e a morte; é a chave do mistério litúrgico da Pascoa. O sábado de Lázaro era o anuncio da Pascoa. Lázaro, o amigo de Jesus, personifica cada um de nós e toda a humanidade; Betânia “a casa” de Lázaro, é o simbolo de todo o Universo. Todo homem foi criado amigo de Deus e chamado ao conhecimento e comunhão com Ele, compartilhar da mesma vida: “a vida estava nele, e a vida era a luz dos homens” (Jo 1:4) Jesus “chorou” porque amava seu amigo Lázaro. A ressurreição é a manifestação não de um poder, mas de um amor. É o amor que chora sobre o túmulo e é o amor que dá a vida

Domingo de Ramos:

Sábado de Lázaro e Domingo de Ramos têm em comúm: o triunfo e a vitória. O sábado revelou o inimigo que é a morte; o domingo anuncia a vitória, o triunfo do Reino de Deus. A entrada na cidade santa foi, na vida de Jesus, seu único triunfo visível. Nós proclamamos que Cristo é o nosso Rei e nosso Senhor: no entanto, nós esquecemos que o Reino de Deus já foi inaugurado e no dia do nosso batismo fomos feitos cidadaõs do Reino. Durante algumas horas Cristo foi verdadeiramente Rei sobre a terra, neste mundo que é o nosso. Neste breve triunfo terrestre de Cristo, Ele introduz a realidade do Reino de Deus no nosso tempo, dando-lhe sentido e finalidade. Quando recebemos o ramo, nós renovamos nosso compromisso e confessamos que seu Reino é o único objetivo da nossa vida, proclamamos a nossa fé na vitória final de Cristo.

Segunda, Terça e Quarta-Feira Santas:

Ressuscitando Lázaro, Cristo confirmou a verdade da Ressurreição Universal! Pela ressurreição de Lázaro a morte começa a tremer, um duelo entre a vida e a morte; é a chave do mistério litúrgico da Pascoa. O sábado de Lázaro era o anuncio da Pascoa. Lázaro, o amigo de Jesus, personifica cada um de nós e toda a humanidade; Betânia “a casa” de Lázaro, é o simbolo de todo o Universo. Todo homem foi criado amigo de Deus e chamado ao conhecimento e comunhão com Ele, compartilhar da mesma vida: “a vida estava nele, e a vida era a luz dos homens” (Jo 1:4) Jesus “chorou” porque amava seu amigo Lázaro. A ressurreição é a manifestação não de um poder, mas de um amor. É o amor que chora sobre o túmulo e é o amor que dá a vida

Quinta-Feira Santa:

A última ceia e a traição de Judas: um e outro encontram seu sentido no amor, o amor pelo homem e o amor desfigurado, luz e trevas, dor e alegria. Nós coloca a todos diante a escolha decisiva. O primeiro dom do amor foi a vida, esta era essencialmente comunhão. Para viver o homem devia se nutrir, comer e viver, comungar o mundo, pois este era amor divino tornado alimento, comungando o mundo o homem comungava Deus. O amor de Deus havia dado vida ao homem e amor do homem por Deus tranformava esta vida em comunhão com Deus. Era o Paraiso, a vida era eucaristia. Toda a criação devia ser santificada e transformada em sacramento da prescença divina e o homem era sacerdote deste sacramento. Pelo pecado o homem perdeu esta vida eucarística, ele a perdeu porque deixou de olhar o mundo como meio de comunhão com Deus e amou a si próprio e ao mundo em si mesmo, ele se fez o centro e fim de sua própria vida. Pensou que a fome e sede pudessem ser satisfeitas pelo mundo. Cristo rejeitou a tentação de viver apenas de pão…A última ceia recria o Paraiso, restaura a vida enquanto eucaristia e comunhão. Respondo ao amor ou sou Judas?

Sexta-Feira Santa:

É o dia do Pecado, o dia do Mal, a Igreja ensina a aprender a terrível realidade do pecado e seu poder no mundo. Pois o pecado e o mal não desapareceram: permanecem a lei fundamental do mundo e de nossa vida. Condenando à Cristo este mundo condenou-se a si mesmo à morte. Cristo dá sua morte ao Pai para libertar os homens da morte. A vontade do Pai é que os homens sejam salvos da morte. Cristo nós dá sua morte porque morre no nosso lugar.Em Jesus não há pecado, logo não há morte, a condenaçõ é transformada em perdão. Por isto há interdição de celebração da eucaristia neste dia, porque a presença de Cristo não pertence a esta criação de pecado e trevas, mas do mundo que há de vir

Sábado Santo:

O Sabbat é que liga a Cruz à Ressurreição, a tristeza não é substituída mas transformada em alegria. Este dia é de transformação, a vitória germina de dentro da derrota, antes da ressurreição nos é dado contemplar a morte da própria morte. O ofício deste dia começa com um ofício fúnebre. Estamos dentro do túmulo do Senhor e nós contemplamos sua morte, sua derrota, prova suprema da sua obediência e confiança no Pai. Na obediência começa o triunfo… Porque é necessária esta morte que o Pai deseja? A morte é o fruto do pecado que vem de Satã. O universo tornou-se um cemintério cósmico: “o último inimigo é a morte” (1 Co 15:26) e sua destruição constitui a meta da Encarnaçõ do Verbo: “É para esta hora que Eu vim” (Jo 12: 27) Ele deseja a salvação do homem, a destruição da morte, não pelo seu poder mas pelo seu amor. Em Cristo o homem restaura a obediência e o amor. A vida entre a Ressurreição de Cristo e a ressurreição geral não constituem a vida do Grande Sabbat? A espera da vida que há de vir?

Santa e Gloriosa Ressurreição de Cristo- A Páscoa do Senhor:

A Festa das Festas, a celebração litúrgica transborda de alegria quando canta toda a assembleia reunida:

“Cristo ressuscitou dos mortos.
Pela morte ele venceu a morte
Aos que estavam no túmulo,
Cristo deu a vida”

“...Esse é o dia que o Senhor fez.
Exultemos e alegremo-nos nEle.”

“Dia da Ressurreição! Resplendecei de alegria, Povos todos/ Ó Páscoa, Páscoa do Senhor/ da morte para a Vida, da terra/ Para os Céus/ Cristo nos transportou, a nós que cantamos este hino triunfal”

“É justo que os Céus rejubilem, que a terra permaneça na alegria, que o mundo esteja em festa, o visível e o invisível, pois Cristo, a Alegria Eterna, ressuscitou”

No Espírito Santo, a Luz pascal, Vida do Ressuscitado, nós é comunicada pela Eucaristia que constitui a Igreja, que a funda sobre o “Mistério Pascal”: “Vinde neste dia da Ressurreição, comungar o fruto novo da vinha, a realeza de Cristo”.

 

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