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Monte
Atos – A montanha Santa - 2ª Parte
...Primeira
parte
O
domínio dos otomanos
Vendo que os turcos avançavam em direção à
Europa, os monges atonitas agiram com prudência e antecipação
e conhecendo a experiência das comunidades monásticas
da Ásia Menor, que praticamente desapareceram ao longo do século
XIV e lembrando das próprias experiências aproximaram-se
do sultão otomano antes que ele chegasse a Europa e pediram
a ele proteção para os mosteiros e seus patrimônios.
Dessa maneira intentavam assegurar aos mosteiros tranqüilidade
durante a ocupação turca. Com isso, os turcos aumentaram
as riquezas dos mosteiros. Uma vez que os mosteiros ficaram sob a
proteção dos turcos, pessoas ricas guardavam neles suas
riquezas. Os turcos, por sua vez tiraram proveito disso, cobrando
impostos aos mosteiros por este motivo.
O primeiro período de dominação dos otomanos
no Monte Atos iniciou-se em 1383 e terminou em 1402, quando o Sultão
Bayezid I foi derrotado em Ankara por Timur, o Manco. No ano seguinte
seu filho e sucessor Suleyman assinou um tratado com as autoridades
bizantinas, na força do qual restituía a região
de Tessalônica junto com o Santo Monte Atos. Entretanto, ataques
por parte dos otomanos, que durante o governo do Sultão Murad
II (1421-1451), e a visível impotência das autoridades
bizantinas não deixava muitos motivos para otimismo. Prevendo
o futuro que esperava por eles, os monges do Monte Santo decidiram
anunciar sua submissão ao Sultão, pois a maioria de
estados na Macedônia já estava na mão dos otomanos.
Tal decisão dos monges atonitas visava evitar uma ocupação
violenta do Monte Atos, que com certeza traria pilhagens, destruição,
perda de seus patrimônios, morte e até mesmo escravidão
para os próprios monges. Dados históricos sobre o Monte
Atos e sua situação geral na segunda metade do século
XIV são bastante escassas e imprecisas.
Apesar de garantias imperiais os turcos duas vezes violaram os direitos
do Monte Santo. A primeira vez em 1432-1433, quando o Sultão
Murad II (segundo o historiador Ioannis Anagnostis) ordenou confiscar
todos os mosteiros, navios, rendimentos e propriedades, tudo ficou
subordinado a ele. Mais importantes e significativas foram as tentativas
do Sultão Selima II em 1568, de impor o seqüestro de todas
as propriedades de igrejas e mosteiros por todo o império.
Graças a generosas doações por parte de autoridades
da Valachia e Moldávia , complementadas por empréstimos,
os monges atonitas recuperaram seu patrimônio e propriedades
recomprando-as aos otomanos por elevadas somas em dinheiro. O único
lucro de tudo isso, foi que a partir deste momento as terras e propriedades
dos mosteiros passaram a ser consideradas como vakif, isto é
doação religiosa reconhecida pelas autoridades otomanas,
privilegiadas do ponto de vista fiscal, sendo pelo menos teoricamente
invioláveis. Este privilégio não significava
o fim das disputas e crises entre o Santo Monte Atos e o Império
Otomano várias crises ainda surgiram devido à ganância
das autoridades turcas. Os mosteiros atonitas possuíam rendas
da criação de animais e de agricultura na península
e também de numerosas propriedades em Calcídia, em ilhas
no norte do Mar Egeu, na Valachia e Moldávia. Outras significativas
fontes de renda, advinham da generosidade de principados do vale do
Danúbio e doações para os mosteiros de piedosos
cidadãos, que eram recolhidas através de zeteia , realizadas
por toda a Anatólia, Rússia e Veneza.
A contínua crise financeira e a reforma fiscal nos anos 1568-1569
e a instalação de um governo turco em Karyes em 1575,
através de um governador denominado Aga (governador) trouxe
sérias conseqüências às instituições
administrativas da comunidade e em suas organizações
internas. A redução do mandato dos igúmenos para
um ano (anteriormente eram escolhidos para toda a vida), continuamente
enfraquecia o sistema cenobítico. O sistema idiorrítimico
no começo do século XVII espalhou-se por todo o Monte
Atos e trouxe significativas mudanças na vida dos monges de
um modo geral. Agora podiam possuir propriedades privadas, preparar
suas próprias refeições e ganhar dinheiro pelo
trabalho realizado para os mosteiros. Este abrandamento do rigor monástico
foi considerado um aviltamento do tradicional monasticismo. Em meados
do século XVI o Patriarca Jeremias II (1572-1579) decidiu,
de novo, estabelecer o sistema cenobítico, mas não obteve
sucesso. Foram necessários ainda dois séculos para o
restabelecimento do sistema cenobítico. Em 1813 sete mosteiros
novamente adotavam a regra tradicional.
O movimento monástico no Monte Atos durante a ocupação
otomana refletia-se nas diversas formas monástico-organizacional,
que deram origem às: skits, kalyvae, kellia e eremitérios.
Entretanto, todas estas organizações continuavam a pertencer
a algum dos grandes mosteiros. As skits compunham-se de kalyvae e
possuíam seus próprios superiores. A mais velha destas
organizações é a skit de Santa Ana, que pertence
ao Mosteiro da Grande Lavra.
Entre 1525 e 1808 o número de monges do Monte Santo oscilou
entre 1500 e 2900. Um dos momentos mais trágicos para o Monte
Atos ocorreu em 1821, relacionado com a guerra grega pela independência.
Os monges assustados abandonaram os mosteiros e o número de
monges entre 1821 a 1826 caiu de 2980 para 590. Felizmente, alguns
dos monges fugitivos levaram consigo o máximo possível
que puderam levar dos tesouros dos mosteiros.
A questão que trouxe o Monte Atos para o cenário internacional
foi a tentativa de uso pelos russos do Monte Atos como uma base de
lançamento de mísseis para o domínio político-econômico
dos Bálcãs. Pelo pagamento de dívidas dos mosteiros
e skits, pela construção de magníficos prédios
e o envio para eles de milhares de monges russos, transformaram o
Monte Atos em uma pequena colônia russa. As rivalidades existentes
nos Bálcãs repetiam-se em menor escala no Monte Atos.
Ao final de diversos conflitos, finalmente em 1912 o exército
grego com o encouraçado “Georgios Averoff” derrubou
as autoridades turcas e libertou o Monte Atos.
Da independência da Grécia aos dias atuais
A nova realidade após a guerra nos Bálcãs exigia
um novo desenho do mapa da Macedônia. A situação
internacional do Monte Atos era vista como um problema sui generis,
e o território do Monte Atos como pomo de discórdia,
principalmente entre a Grécia e a Rússia, que nunca
desistia de suas aspirações ao papel de protetora dos
povos ortodoxos dos Bálcãs. Na fase de negociações
para a assinatura do Tratado de Londres em 1913, assim como na conferência
dos embaixadores, neste mesmo ano, a Rússia propôs várias
possibilidades para o estatuto do Monte Atos: internacionalização,
neutralidade, associação de soberanias ou unificação
de protetorados sob a Rússia e outros países dos Bálcãs.
A reação do Patriarcado ecumênico e do governo
grego não mostrava nenhum entusiasmo com as propostas. A comunidade
monástica do Monte Atos (à exceção dos
russos) anunciou a resolução de que envidaria todos
os esforços e meios para se oporem às mudanças
da tradicional autonomia do Monte Atos e a soberania grega sobre ela.
Quando a questão foi novamente debatida após o final
da 1a. Guerra Mundial, as condições foram mais favoráveis
para o lado grego: por um lado havia muito menos monges russos no
Monte Atos, por outro lado um novo regime na Rússia mostrava
seu desinteresse por estes assuntos. Através dos tratados de
Neuilly em 1919, Sèvres em 1920 e Lausanne em 1923 a soberania
grega sobre o Monte Atos foi oficial e internacionalmente reconhecida.
Em 1924 uma comissão constituída de 5 monges eminentes
elaborou a “Carta para o Monte Atos”, na qual foram estabelecidas
todas as regras, prescrições e sistemas administrativos,
não só de fontes escritas (Typika, Chrysobulls, regras
etc.) como de costumes tradicionais. Esta carta foi ratificada neste
mesmo ano pela assembléia do Monte Atos, chamada de “Synaxeis”.
Com base neste texto oficial, o estado grego redigiu a primeira versão
legislativa do decreto, que o parlamento grego sancionou como lei
em 1926. A constituição grega de 1927 contém
um artigo separado sobre as bases administrativas gerais do Monte
Atos. Estes documentos são determinações oficiais
das relações entre a Grécia e a Igreja, assim
como, as competências de suas instituições administrativas,
a saber: Santa Synaxeis e Santa Epistasia. Estes documentos também
controlam as relações entre os monges, entre os mosteiros,
entre os monges e a Igreja de modo a evitar qualquer tipo de litígio.
O estado grego está representado pelo governador do Monte Atos
que assim como o vice-governador mora em Karyes, ambos respondem ao
Ministério das Relações Exteriores. Eles asseguram,
que a “Carta para o Monte Atos” seja respeitada, participando
nas sessões da Santa Comunidade na função de
conselheiro e coordena os serviços públicos locais (polícia,
fiscalização alfandegária e etc.)
Mosteiros e principais skits
Atualmente no Monte Atos existem 20 mosteiros, 17 deles são
gregos, um é sérvio, um é búlgaro e um
é russo. A partir de 1992 todos os mosteiros adotam o sistema
cenobítico. Além dos mosteiros existem também
13 skits subordinadas a algum dos mosteiros.
Mosteiros do Monte Atos em ordem hierárquica
Ordem * Mosteiro Nacionalidade Número de monges*
1 Grande Lavra Grega 317
2 Vatopedi Grega 80
3 Iveron Grega 61
4 Chilandar Sérvia 46
5 São Dionísio Grega 59
6 Kotlomousiu Grega 73
7 Pantocrator Grega 66
8 Xeropotamu Grega 40
9 Zografou Búlgara 15
10 Dokheiariou Grega 32
11 Karakalou Grega 19
12 Filoteo Grega 79
13 Simon Petras Grega 80
14 São Paulo Grega 91
15 Stavronikita Grega 28
16 Xenofontos Grega 70
17 São Gregório Grega 57
18 Esfigmenos Grega 42
19 São Pantaleão Russa 60
20 Konstamonitu Grega 30
Total: 1345
*Ordem hieráquica de acordo com o Typikon ** Dados
de 1990
Além de mosteiros existe no Monte Atos 13 skits. Askitrion
significa em grego lugar de exercício. As skits começaram
a surgir por volta do século XVII como tentativa de retorno
ao sistema de vida monástica em eremitérios. Nas skits
os monges ocupam-se de pintura de ícones, artesanato em madeira,
preparo de incenso, rosários e agricultura.
Principais
skits no Monte Atos
Skit Pertencente ao mosteiro Sistema
Skit de São João Batista Grande Lavra Cenobítico
Skit Kavsokalyvia Grande Lavra Idiorrítmico
Grande Skit de Santa Ana Grande Lavra Idiorrítmico
Pequena Skit de Santa Ana Grande Lavra Idiorrítmico
Skit de São Demétrio Vatopedi Idiorrítmico
Skit de Santo André Vatopedi Idiorrítmico
Skit de São João Batista Iveron Idiorrítmico
Skit de São Pantaleão Kotlomousiu Idiorrítmico
Skit do Profeta Elias Pantocrator Cenobítico
Skit de São Demétrio São Paulo Idiorrítmico
Nova Skit São Paulo Idiorrítmico
Skit da Anunciação da Mãe de Deus Xenofontos
Idiorrítmico
Skit da Mãe de Deus São Pantaleão Cenobítico
Mosteiro
da Grande Lavra
O mosteiro da Grande Lavra fica no sudeste da península e é
o mais antigo e maior mosteiro no Monte Atos foi fundado por Santo
Atanásio, o Atonita durante o governo dos imperadores Romano
II (959-963) e Nicéforo Focas II (963-969). Este mosteiro serviu
de modelo para os demais mosteiros construídos posteriormente.
O Katholikon do mosteiro hoje é dedicado a São Atanásio,
o Atônita, mas originalmente foi dedicado à Santíssima
Virgem Maria. A biblioteca do mosteiro é uma das mais ricas
de todo o Monte Atos. Encontra-se nela 1650 “kodeks”,
dos quais 650 são pergaminhos. No terreno do mosteiro encontra-se
15 capelas, e fora de seus muros mais 19. Pertencem ao mosteiro as
seguintes skits: de São João Batista, de Santa Ana,
pequena skit de Santa Ana, de São Basílio e Karulia.
Entre o grande número de relíquias que se encontra no
Mosteiro da Grande Lavra encontra-se: um pedaço da Cruz de
Cristo, relíquias de São Basílio, o Grande, a
mão direita São João Crisóstomo. Entre
os grandes ascetas e teólogos que viveram no Mosteiro da Grande
Lavra destaca-se São Gregório Palamas.
Mosteiro de Vatopedi
O Mosteiro de Vatopedi situa-se no nordeste da Península. O
mosteiro foi construído, em 972, pelos monges: Atanásio,
Nicolau e Antonio, discípulos de Santo Atanásio, o Atonita.
O prédio atual foi construído durante o governo de Manuel
I Komnena (1143-1180). O Katholikon do Mosteiro foi construído
no século X e é dedicado à Anunciação
da Mãe de Deus. No terreno do mosteiro encontram-se 5 capelas
e além de seus muros mais 4. Entre as relíquias que
pertencem ao mosteiro encontra-se: cinto da Santíssima Virgem
Maria doado ao mosteiro por um soberano sérvio, Lázaro
I (1372-1389).
Mosteiro de Iveron
O Mosteiro de Iveron situa-se no nordeste da península. João
Gruzin (Iveron) fundou o mosteiro em 980. João Gruzin era um
georgiano e o mosteiro foi habitado por um grande número de
georgianos. Entretanto, o número de georgianos começou
a decair gradativamente e a partir de 1335 foi introduzido no mosteiro
o idioma grego.
Seu Katholikon foi construído em 1030, restaurado em 1513 e
é dedicado a Dormição da Mãe de Deus.
Em 1865 o mosteiro foi destruído por um incêndio, mas
os monges salvaram os objetos valiosos e o reconstruíram. A
skit de São João Batista pertence ao mosteiro e foi
fundada em 1779, na qual viviam monges georgianos, atualmente vivem
nelas monges romenos.
Mosteiro
Chilandar
Mosteiro Chilandar situa-se num vale no nordeste da península
do Monte Atos a 50 metros do mar, seu Katholikon é dedicado
à Apresentação da Virgem Maria no Templo. O mosteiro
foi fundado pelo rei sérvio Stefan I Nemani e seu filho Racko,
que foram monges no mosteiro de Vatopedi. O mosteiro possui 11 capelas,
duas delas situam-se além dos muros do mosteiro. Entre os tesouros
do mosteiro encontra-se: 2 cruzes feitas com madeira da cruz de Cristo,
partícula do crânio do profeta Isaías, partículas
da coroa de espinhos e do manto de Cristo, a perna direita de São
Pantaleão, relíquias de Santa Bárbara e Santa
Catarina entre outras.
Mosteiro
de São Dionísio
O mosteiro situa-se sobre uma rocha a 80 metros do nível do
mar, no sudeste da península. São Dionísio de
Coritsa fundou-o em 1389. Em 1537 o mosteiro incendiou-se e foi reconstruído
junto com seu Katholikon pelo soberano moldávio João
Petro. O Katholikon em forma de cruz é dedicado ao Nascimento
de São João Batista. Entre as relíquias do mosteiro:
encontra-se : o pulso da mão direita de São Pantaleão
, a mão direita de São João Batista e de São
Lucas, o Evangelista. Pertencem ao mosteiro 7 capelas internas e 8
além muros do mosteiro. O mosteiro possui 7 kellia em Karyes
e 6 em torno de si.
Mosteiro de Kotlomousiu
O mosteiro de Kotlomusiu situa-se no nordeste do Monte Atos, muito
próximo ao distrito de Karyes. A existência do mosteiro
é confirmada por um documento datando sua fundação
em 1169, porém o mosteiro em sua atual forma foi fundado no
século XIII por Constantino, filho de Azzedyna II da família
Kotlomousiu. O mosteiro conserva as seguintes relíquias: perna
esquerda de Santa Ana, mãe da Virgem Maria, mão esquerda
de São Gregório, partículas das relíquias
de São Pantaleão e São Caralampo. O mosteiro
possui 7 capelas e a skit de São Pantaleão fundada pelo
hieromonge Caralampo antes de 1785.
Mosteiro Pantocrator
O Mosteiro Pantocrator situa-se no lado oriental da península
a 30m do nível do mar. O mosteiro foi fundado pelos irmãos
Aléxis e João Stratigopulo no final do século
XIV, provavelmente em 1363. Depois da queda do Império Bizantino,
os soberanos da Europa Oriental apoiaram financeiramente o mosteiro.
O Katholikon do mosteiro é dedicado à Transfiguração
do Senhor, que também possui 8 capelas no seu território
e 7 além dele. Entre as relíquias conservadas pelo mosteiro
encontram-se as relíquias de Santo André, o Apóstolo
e as de São Cosme e Damião. O mosteiro possui a skit
de São Elias, fundada por São Paisios Wieliczkowski
em 1757, onde morou por sete anos.
Mosteiro Xeropotamu
O mosteiro situa-se no sudeste da península, a oeste do Mosteiro
Simon Petras a 200 do mar. Segundo uma lenda o mosteiro teria sido
fundado pela Imperatriz Pulcheria, irmã mais moça do
Imperador Teodósio. Pulcheria teria doado para o mosteiro muitos
presentes entre eles: parte da cruz de Cristo e relíquias dos
40 mártires de Sebástia. Depois da destruição
do mosteiro pelos árabes, reconstruiu-o São Paulo no
século X e foi seu primeiro igúmeno. Depois da queda
Constantinopla, ataques turcos e dois destrutivos incêndios
(em 1507 e 1609) provocaram muitos prejuízos ao mosteiro. O
Katholikon do mosteiro é dedicado aos 40 mártires de
Sebástia e foi construído pelo monge Kaisaros Dapontes
em 1761-1763. O mosteiro possui ao todo 16 capelas e entre as preciosas
relíquias conservadas pelo mosteiro encontra-se: o maior pedaço
da cruz de Cristo dentre os encontrados no Monte Atos, além
de pedaços da coroa de espinhos e de vestes de Cristo.
Mosteiro Zografou
O Mosteiro Zografou situa-se no sudoeste da península, no topo
de um de seus montes com 160 metros de altitude. Os monges Moisés,
Aarão e João fundaram o mosteiro no século X.
Nos últimos anos do Império Bizantino, o mosteiro foi
destruído por piratas catalães e reconstruído
com a ajuda da dinastia dos Palaeologos, assim como de soberanos da
Europa Oriental como: Andrônicos II e Andrônicos III (1282-1328)
da Moldávia e reis da Sérvia que restauraram o mosteiro.
O Katholikon do mosteiro é dedicado a São Jorge e foi
construído em 1801. Entre as relíquias miraculosas que
o mosteiro preserva encontra-se: relíquias de São Jorge
e seu sangue, relíquias de Santo Atanásio, Patriarca
de Alexandria e de São Mateus, o Evangelista, assim como 2
ícones milagrosos de São Jorge.
Mosteiro Dokheiariou
O Mosteiro Dokheiariou fica na parte oeste da península a 30
m acima do mar. Foi fundado no começo do século X por
São Eutímio, discípulo e amigo de Santo Atanásio,
o Atonita. O Mosteiro é dedicado a São Nicolau. O Katholikon
do mosteiro é dedicado a aos Santos Arcanjos. O Mosteiro possui
6 capelas no seu terreno e 4 capelas fora dos muros do mosteiro. O
mosteiro possui duas kellia em Karyes. Entre as preciosidades do mosteiro
conserva-se: pedaço da cruz de Cristo e um ícone milagroso
da Mãe de Deus. Durante a guerra de independência da
Grécia (1821-1831) o mosteiro perdeu a maior parte de suas
relíquias e objetos preciosos.
Mosteiro
Karakalou
O Mosteiro Karakalou fica na encosta nordeste do Monte Atos, a 200
metros de altura. As primeiras menções sobre o mosteiro
aparecem em manuscritos do século XI, entretanto, o nome de
seu fundador continua desconhecido. Alguns atribuem sua fundação
ao Imperador Marcus Aurelius Antonius, conhecido como Karakala, outros
atribuem a fundação a um certo Nicolau da pequena cidade
de Karakala. No século XIII durante a invasão dos cruzados
o mosteiro foi destruído, mas posteriormente reconstruído
pelos Imperadores Bizantinos Andrônico II (1282-1328) e seu
neto João V Paleólogo (1341-1391). Mais tarde o mosteiro
foi destruído novamente por piratas, e reconstruído
desta vez por Pedro V soberano moldávio.
O Katholikon do mosteiro, construído em 1548, é dedicado
aos Santos Apóstolos Pedro e Paulo. O mosteiro possui ainda
mais 7 pequenas capelas, assim como 14 kellia dispersas em regiões
de floresta e 4 kellia em Karyes.
Entre os tesouros do mosteiro encontra-se : pedaço de madeira
da cruz de Cristo, relíquias de São Inácio, de
Santa Parasceva, do Apóstolo André e de Santa Bárbara.
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As
prósforas são utilizadas na Liturgia Bizantina de
onde é retirado o Cordeiro ofertado na Eucaristia, elaborado
com levedura e preparado sempre por um(a) fiél ortodoxo(a)
segundo uma fórmula específica de acordo com a Tradição
da Igreja
Turibulo usado na liturgia bizantina

S. Serafim Vyritzkiy

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